quinta-feira, 24 de maio de 2012

Desistindo do relacionamento consigo mesmo



Se você não consegue ficar à vontade consigo mesmo, vai procurar um relacionamento para encobrir o seu desconforto. Só que esse desconforto vai reaparecer de alguma outra forma no relacionamento, e você, provavelmente, atribuirá a responsabilidade ao seu parceiro. Tudo o que você precisa fazer é aceitar este momento plenamente. Você estará então à vontade no aqui e agora e à vontade consigo mesmo.

Mas será que você precisa ter um relacionamento com você mesmo? Por que não ser apenas você? Quando se relaciona com você mesmo, já se dividiu em dois: "eu" e "eu mesmo", sujeito e objeto. Essa dualidade criada pela mente é a raiz de toda complexidade desnecessária, de todos os problemas e conflitos em sua vida. No estado de iluminação, você é você mesmo - "você" e "você mesmo" se fundem em um só. Você não se julga, não sente pena de si, não se orgulha de si, não se ama, não se odeia, etc. A divisão provocada pela consciência está curada, sua maldição removida. Não existe um "você mesmo" que seja preciso proteger, defender ou alimentar. Quando você está iluminado, não tem mais um relacionamento consigo mesmo. Uma vez que tenha aberto mão disso, todos os seus outros relacionamentos serão de amor.

(texto de Eckhart Tolle, do livro: O PODER DO AGORA)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uma definição de felicidade


Ser rico, ser famoso, acabar com a miséria do mundo, casar-se com um príncipe encantado, jogar futebol, e assim por diante. Até aí, tudo bem. Imagine seus desejos como um balão inflável e que você está dentro dele. Você sempre poderá ser mais ou menos ambicioso inflando ou desinflando esse balão enorme que será seu mundo possível. É o mundo que você ainda não sabe dominar. Agora imagine um outro balão inflável dentro do seu mundo possível, e portanto bem menor, que representa a sua base. É o mundo que você já domina, que maneja de olhos fechados, graças aos seus conhecimentos, seu QI emocional e sua experiência. Felicidade nessa analogia seria a distância entre esses dois balões - o balão que você pretende dominar e o que você domina. Se a distância entre os dois for excessiva, você ficará frustrado, ansioso, mal-humorado e estressado. Se a distância for mínima, você ficará tranqüilo, calmo, mas logo entediado e sem espaço para crescer. Ser feliz é achar a distância certa entre o que se tem e o que se quer ter.
O primeiro passo é definir corretamente o tamanho de seu sonho, o tamanho de sua ambição. Essa história de que tudo é possível se você somente almejar alto é pura balela. Todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas. Querer ser presidente da República é um sonho que você pode almejar quando virar governador ou senador, mas não no início de carreira. O segundo passo é saber exatamente seu nível de competências, sem arrogância nem enganos, tão comuns entre os intelectuais. O terceiro é encontrar o ponto de equilíbrio entre esses dois mundos. Saber administrar a distância entre seus desejos e suas competências é o grande segredo da vida. Escolha uma distância nem exagerada demais nem tacanha demais. Se sua ambição não for acompanhada da devida competência, você se frustrará. Esse é o erro de todos os jovens idealistas que querem mudar o mundo com o que aprenderam no primeiro ano de faculdade. Curiosamente, à medida que a distância entre seus sonhos e suas competências diminui pelo seu próprio sucesso, surge frustração, e não felicidade.
A felicidade é efêmera. Felicidade é um processo, e não um lugar onde finalmente se faz nada. Fazer nada no paraíso não traz felicidade, apesar de ser o sonho de tantos. Felicidade é uma desconfortável tensão entre suas ambições e competências. Se você estiver estressado, tente primeiro esvaziar seu balão de ambições para algo mais realista. Delegue, abra mão de algumas atribuições, diga não. Ou então encha mais seu balão de competências: estudando, observando e aprendendo com os outros, todos os dias.
Os velhos acham que é um fracasso abrir mão do espaço conquistado. Por isso, recusam ceder poder ou atribuições e acabam infelizes. Reduzir suas ambições à medida que você envelhece não é nenhuma derrota pessoal. Felicidade não é um estado alcançável, um nirvana, mas uma dinâmica contínua. É chegar lá, e não estar lá como muitos erroneamente pensam. Seja ambicioso dentro dos limites, estude e observe sempre, amplie seus sonhos quando puder, reduza suas ambições quando as circunstâncias exigirem. Mantenha sempre uma meta a alcançar em todas as etapas da vida e você será muito feliz.
(artigo adaptado de Stephen Kannitz, extraído de seu site)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Disciplina - Texto de Rodrigo Cardoso



Muitas pessoas acreditam que ser disciplinado significa estar aprisionado a regras e padrões, e que este fato lhes tira a liberdade. Será verdade?Essa crença vem da infância, quando os pais educavam seus filhos, muitas vezes de forma punitiva, era dito que eles estavam “disciplinando-os”.É preciso mudar essa crença urgentemente.Num mundo competitivo, como vivemos atualmente, ser disciplinado é questão de sobrevivência. Poderia estar escrito em nossa bandeira: “disciplina e progresso”, o que acha? Infelizmente esta palavra está associada à punição ou a dor de ter que se esforçar.Vamos refletir a respeito disso: O lugar onde você está hoje em sua vida, seu rendimento, seu relacionamento, a casa onde mora, o carro que dirige tudo isso é reflexo de decisões do passado.Tomamos decisões a todo instante em nossas vidas. E esse conjunto de decisões é responsável pelo nosso sucesso ou não.A disciplina serve para direcionar essas decisões, para que elas não fiquem ao acaso. Tudo o que vale a pena ser conquistado exige disciplina!O Japão é um país que teria todas as desculpas do mundo para ser, ainda hoje, uma nação derrotada. Em apenas 50 anos eles tornaram-se uma das grandes potências mundiais devido a sua filosofia chamada KAIZEN: “Ser melhor hoje do que ontem e melhor amanhã do que hoje – Melhoria constante e incessante”. Para isso é necessário disciplina? Pode apostar que sim!O Exército Brasileiro é uma das instituições mais respeitadas em nosso país. Pensamos em confiança, lealdade, honestidade e integridade quando falamos das forças armadas. Para conquistar essa posição é necessária a disciplina. É importante trazer isso para sua realidade de vida e conscientizar-se que a disciplina é um conceito libertador. A disciplina para conversar com você mesmo de uma forma positiva diariamente, para ler, para se associar a pessoas bem sucedidas, para cuidar da sua saúde praticando uma atividade física, para planejar suas metas e objetivos é realmente o caminho mais curto para o sucesso.Analise as seguintes metáforas:Um trem fora dos trilhos é livre! Mas não consegue ir a lugar nenhum, mas um trem sobre o trilho, ou seja, um trem “disciplinado” consegue se locomover pelo mundo. A disciplina do trem é o trilho!Um navio sem bússola deve navegar sempre próximo à costa, ou seja, “preso” à costa. Com bússola ele navega para qualquer lugar dos sete mares!Um automóvel com volante vai para qualquer lugar, no entanto ele precisa “dessa disciplina” para ser livre. Por isso mesmo o volante é popularmente conhecido como “direção”.Convido você a fazer uma experiência por apenas 5 dias:Toda noite escreva as atividades para o dia seguinte. Isso vai exigir esforço e disciplina! Porém a sensação de riscar cada atividade realizada é muito poderosa e fortalecedora. Experimente e avalie por si só os benefícios que irá obter em termos de produtividade e motivação pessoal. Você não tem nada a perder e muito a ganhar.Está na hora de utilizar uma “bússola” em sua vida. Tenho certeza que o resultado de uma experiência simples como essa fará com que você invista mais em se tornar uma pessoa disciplinada e conseqüentemente alguém em direção a realização dos próprios sonhos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O inferno não são os outros


É óbvio que o sucesso não chega de mão beijada e que muitos contratempos ocorrem em qualquer trajetória bem-sucedida. A diferença é que aqueles que têm convicção de estar no caminho certo seguem adiante. Quem não está convicto sucumbe ao primeiro obstáculo que encontra pela frente e busca no mundo externo as desculpas para o insucesso...

A diferença fundamental de gente que faz é que suas ações partem da leitura do mundo externo, da identificação de demandas e necessidades reais. Enquanto que as outras pessoas agem baseadas na própria realidade interna, naquilo que acham e pensam do mundo, e não naquilo que o mundo é de fato...
Pessoas que ‘dão certo’, têm uma operação mental em que predomina uma visão de maior iniciativa, em que perguntas iniciadas com ‘o que posso fazer para...?’ são constantemente evocadas.

A partir daí, elas esgotam todas as possibilidades na busca de soluções para um problema e demonstram maior capacidade para eleger prioridades. Desenvolvem um jeito de funcionar em que cada conquista serve de combustível para o auto-reforço.

E essa capacidade de se auto-reforçar é uma das caracteristicas mais marcantes dos grandes realizadores. E á medida que vão acertando, a sensação interna de realização conta mais do que qualquer reconhecimento que possa vir de fora. Para eles, esse é o caminho da felicidade.


(por Luiz Fernando Garcia – Gente que faz – ed. Gente)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Pensar grande

A maioria das pessoas escolhe pensar pequeno. Por quê? Primeiro, por causa do medo. Elas morrem de medo do fracasso e também do sucesso. Segundo, porque se sentem inferiores e não merecedoras. Não se consideram suficientemente importantes ou capazes de fazer uma real diferença na vida de alguém.

Mas preste atenção: a nossa vida não diz respeito somente a nós. Diz respeito também a contribuir para a vida dos outros. Diz respeito a ser fiel à nossa missão e à nossa razão de estarmos neste mundo neste momento. Diz respeito a acrescentarmos a nossa peça ao quebra-cabeça do planeta. A maioria das pessoas está tão presa ao seu próprio ego que pensa: “Tudo gira em volta de mim, de mim e de mim.” No entanto, se você quer ser rico no verdadeiro sentido da palavra, isso não pode se limitar a você. Tem que incluir o valor que você acrescenta à vida dos outros.

Buckminster Fuller, um dos maiores inventores e filósofos da nossa época, disse: “O propósito da nossa vida é acrescentar valor à vida das pessoas desta geração e das gerações seguintes.”

Cada um de nós veio ao mundo com certos talentos naturais, habilidades específicas. Esses dons nos foram dados por uma razão: usá-los e compartilhá-los. Pesquisas mostram que os indivíduos mais felizes são aqueles que exploram ao máximo esses talentos. Parte da nossa vida deve ser, portanto, partilhar os talentos e o valor que temos com o maior número possível de pessoas. Isso requer estar disposto a pensar grande.

(do livro: Os segredos da mente milionária - Aprenda a enriquecer mudando seus conceitos sobre o dinheiro e adotando os hábitos das pessoas bem-sucedidas - T. HARV EKER)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Curiosidades


A estimativa de datas em que se baseia nosso calendário foi feita, durante a Idade Média, por um monge chamado Dionysius Exiguus e, segundo a Enciclopédia Católica, ao fixar o ano 1 de nossa era em 753 A.U.C. ("depois da fundação de Roma"), padre Dionysius errou nas contas por cerca de 4 anos. Assim, não seria surpresa se 1997 já fosse, na verdade, o ano 2.000 "depois do nascimento de Cristo".

Dionysius também não se deu ao trabalho de fixar um ano zero; ele apenas chamou o ano 752 A.U.C. de ano 1 antes de Cristo, e o 753 de ano 1 AD ("Anno Domini", ou "Ano do Senhor"). É por isso que décadas e séculos começam em anos terminados em "1", e não nos anos terminados em "0". Claro, ninguém pensou em adiantar as festividades por causa do erro nas contas do monge, mas os profetas de catástrofe e fim-do-mundo talvez estejam atentos ao fato.

A raiz do catastrofismo associado aos anos com muitos "00" está, aparentemente, no Apocalipse de São João - que, além de falar em estrelas cadentes, também afirma que a vinda de Jesus ao mundo prenderia Satanás no Inferno por "mil anos". Depois, o tinhoso seria solto e o mundo acabaria.

Calendários

Embora tenha dividido a história do Ocidente em duas eras distintas - antes e depois de Cristo - o monge Dyonisius não fez uma reforma do calendário. A Era Cristã continuou usando a mesma fórmula de divisão e cálculo de dias e meses fixada, em 44 aC, pelo ditador romano Júlio César. Ou quase. Quando César subiu ao poder, com um mandato de 10 anos, em 46 aC, o calendário adotado pelos romanos há pelos menos trezentos anos já acumulava uma série de defasagens. Isso aconteceu porque os romanos, para compensar os anos bissextos, encaixavam, depois de fevereiro, um mês de duração variável, chamado intercalaris - mês que, por uma série de razões políticas e religiosas, às vezes era observado, às vezes não.

Depois de três séculos de senadores e sacerdotes dando "jeitinhos" no mês, por volta de 46 aC a primavera romana já estava começando em novembro. Auxiliado por astrólogos, César resolveu consertar a bagunça. Para começar, decidiu que 46 teria 90 dias a mais, criando um ano excepcional, de 446 dias, numa tentativa de pôr as estações em sincronia. César eliminou intercalaris, e adicionou os dias do mês móvel aos outros meses fixos. Para igualar o ano romano (de 355 dias) ao ano solar (de 365 dias e 6 horas, segundo os astrólogos da época), César adicionou dias a outros meses, e criou o ano bissexto - onde fevereiro teria 30 dias, em vez de 29 - a cada 4 anos. Isso foi necessário para eliminar a "sobra" de 6 horas do ano solar. Em 44 aC, César foi declarado ditador vitalício e, pouco depois, assassinado.

O mês de quintilis foi renomeado "julius" ("julho") em homenagem ao ditador morto. Tudo teria funcionado muito bem se os sacerdotes, interpretando incorretamente as determinações de César, não tivessem resolvido criar um ano bissexto a cada três, em vez de a cada quatro, começando, novamente, a acumular distorções.

Quanto a fevereiro - este mês teve um de seus 29 dias "roubado" pelo imperador Otávio Augusto que, ao transformar o mês de sextilis em augustus ("agosto"), resolveu fazê-lo com 31 dias. Augusto também retornou ao princípio de um ano bissexto a cada quatro. Essa medida teria mantido as coisas em ordem, se o ano solar durasse exatamente 365 dias e 6 horas. No entanto, a verdadeira duração do ano solar é 365 dias, 5 horas e 49 minutos, aproximadamente - e, ao longo dos séculos, esses 11 minutos extras começariam a fazer diferença.

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